União dos Juristas Católicos do Estado do Rio de Janeiro

Artigo publicado no Suplemento Cátedra do Jornal “Testemunho de Fé”

Edição Maio 2007

 

“EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA” (JO 10,10)

 

 

Na abençoada visita de Bento XVI ao Brasil, nos dias 9 a 12 de maio, com densos e importantíssimos pronunciamentos, que podem ser lidos na íntegra no site http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/may/index_po.htm, foi-nos concedida a grande graça de ter a presença do “Cristo na terra” (vide “O Diálogo”,28, Santa Catarina de Sena . Presença de Luz, Paz, Alegria, Verdade e Verdadeira Libertação, de Força para enfrentar tantas situações negativas e opressoras, individuais e sociais, que se multiplicam em nosso país e no mundo. Ao chegar, destacou os valores que integram a alma brasileira e das nações latino-americanas e formam sua identidade, a serem reforçados pela Conferência Episcopal de Aparecida: “ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados”. Esses princípios constam expressos na Constituição Federal (no art. 1º, III; 3º, IV; 5º, caput , 226 e 227, dentre outros), como fundamento e objetivo fundamental da República ( “dignidade da pessoa humana” e promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação), o primeiro direito fundamental e pressuposto indispensável para o gozo e exercício de todos os demais (a garantia da “inviolabilidade do direito à vida”), a especial proteção conferida à família e à criança. Trata-se de “cláusulas pétreas”, ou seja, que não podem ser alteradas nem mesmo por emenda à Constituição Federal (vide art. 60, § 4º, CF). No entanto, conforme já alertado por João Paulo II, um poderoso “programa” , que “funciona com enormes meios financeiros, não apenas em nível nacional, mas também na escala mundial”, tenta impor às nações em desenvolvimento, como a nossa, o “permissivismo moral . . ., o aborto . . . a luta contra a vida tanto na sua fase inicial como no seu ocaso, a sua manipulação ( . . .) uma nova forma de totalitarismo dolosamente velado sob as aparências da democracia.” ( vide “Memória e Identidade”, 2005, p. 59). São utilizados os mais variados expedientes e ampla manipulação da informação, como temos visto, por exemplo, nas ações objetivando a legalização do aborto e a matança de embriões para fins de pesquisas com “células tronco embrionárias humanas”, essas com promessas de terapia não cumpridas e sem base de evidência científica, ao passo que as terapias com “células tronco adultas”, para cuja utilização ninguém é morto, apresentam dezenas de resultados positivos. Tornar efetivo o respeito integral devido a cada e toda vida humana desde o seu início até o seu ocaso, também como “exigência própria da natureza humana” (Bento XVI, idem), requer a nossa mobilização e esforço, confiando na graça e força de Deus, que tudo vê, que observa “os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles” em suas mãos (vide Salmo 10, 14). O aborto, nas palavras do laureado cientista Jérôme Lejeune, é um “assassinato”, o que pode ser comprovado pelos filmes que registram sua horrorosa e covarde realidade; afeta, ademais, gravemente a saúde física e psíquica da mulher. Políticas de saúde pública, pois, devem levar em conta a saúde materno-fetal, base de família e sociedade sadias. Bento XVI, com suas palavras luminosas, objetivas, fortes, nos ajuda a vislumbrar os fundamentos de uma sociedade menos violenta, mais justa, fraterna e solidária. Dezenas de milhares de jovens, buscando na “voz do Papa, as palavras do próprio Jesus”, ouviram que : “não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende.”. Foram convidados a vivenciar a castidade e fidelidade no namoro e no casamento, como caminho para a felicidade e para Deus, o que requer “ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, , n. 5). Responderam-lhe com entusiasmo: “Bento, eu te amo!”. Ao se despedir de nós, o Papa, que já nos dera um “grande abraço bem brasileiro”, elevou “hino de ação de graças ao Altíssimo”, que lhe permitiu viver em nosso país “horas intensas e inesquecíveis, com o olhar dirigido à Senhora Aparecida” . “Deus é Bom !”

 

PAULO SILVEIRA MARTINS LEÃO JUNIOR

Presidente da União dos Juristas Católicos - UJUCARJ

Artigo publicado no Suplemento Cátedra do Jornal “Testemunho de Fé”

Edição Maio 2007

 

“EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA” (JO 10,10)

 

 

Na abençoada visita de Bento XVI ao Brasil, nos dias 9 a 12 de maio, com densos e importantíssimos pronunciamentos, que podem ser lidos na íntegra no site http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/may/index_po.htm, foi-nos concedida a grande graça de ter a presença do “Cristo na terra” (vide “O Diálogo”,28, Santa Catarina de Sena . Presença de Luz, Paz, Alegria, Verdade e Verdadeira Libertação, de Força para enfrentar tantas situações negativas e opressoras, individuais e sociais, que se multiplicam em nosso país e no mundo. Ao chegar, destacou os valores que integram a alma brasileira e das nações latino-americanas e formam sua identidade, a serem reforçados pela Conferência Episcopal de Aparecida: “ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados”. Esses princípios constam expressos na Constituição Federal (no art. 1º, III; 3º, IV; 5º, caput , 226 e 227, dentre outros), como fundamento e objetivo fundamental da República ( “dignidade da pessoa humana” e promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação), o primeiro direito fundamental e pressuposto indispensável para o gozo e exercício de todos os demais (a garantia da “inviolabilidade do direito à vida”), a especial proteção conferida à família e à criança. Trata-se de “cláusulas pétreas”, ou seja, que não podem ser alteradas nem mesmo por emenda à Constituição Federal (vide art. 60, § 4º, CF). No entanto, conforme já alertado por João Paulo II, um poderoso “programa” , que “funciona com enormes meios financeiros, não apenas em nível nacional, mas também na escala mundial”, tenta impor às nações em desenvolvimento, como a nossa, o “permissivismo moral . . ., o aborto . . . a luta contra a vida tanto na sua fase inicial como no seu ocaso, a sua manipulação ( . . .) uma nova forma de totalitarismo dolosamente velado sob as aparências da democracia.” ( vide “Memória e Identidade”, 2005, p. 59). São utilizados os mais variados expedientes e ampla manipulação da informação, como temos visto, por exemplo, nas ações objetivando a legalização do aborto e a matança de embriões para fins de pesquisas com “células tronco embrionárias humanas”, essas com promessas de terapia não cumpridas e sem base de evidência científica, ao passo que as terapias com “células tronco adultas”, para cuja utilização ninguém é morto, apresentam dezenas de resultados positivos. Tornar efetivo o respeito integral devido a cada e toda vida humana desde o seu início até o seu ocaso, também como “exigência própria da natureza humana” (Bento XVI, idem), requer a nossa mobilização e esforço, confiando na graça e força de Deus, que tudo vê, que observa “os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles” em suas mãos (vide Salmo 10, 14). O aborto, nas palavras do laureado cientista Jérôme Lejeune, é um “assassinato”, o que pode ser comprovado pelos filmes que registram sua horrorosa e covarde realidade; afeta, ademais, gravemente a saúde física e psíquica da mulher. Políticas de saúde pública, pois, devem levar em conta a saúde materno-fetal, base de família e sociedade sadias. Bento XVI, com suas palavras luminosas, objetivas, fortes, nos ajuda a vislumbrar os fundamentos de uma sociedade menos violenta, mais justa, fraterna e solidária. Dezenas de milhares de jovens, buscando na “voz do Papa, as palavras do próprio Jesus”, ouviram que : “não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende.”. Foram convidados a vivenciar a castidade e fidelidade no namoro e no casamento, como caminho para a felicidade e para Deus, o que requer “ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, , n. 5). Responderam-lhe com entusiasmo: “Bento, eu te amo!”. Ao se despedir de nós, o Papa, que já nos dera um “grande abraço bem brasileiro”, elevou “hino de ação de graças ao Altíssimo”, que lhe permitiu viver em nosso país “horas intensas e inesquecíveis, com o olhar dirigido à Senhora Aparecida” . “Deus é Bom !”

 

PAULO SILVEIRA MARTINS LEÃO JUNIOR

Presidente da União dos Juristas Católicos - UJUCARJ